Os cantos escondidos do mundo: 6 países que poucos turistas visitam

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A maioria dos viajantes segue caminhos já conhecidos, mas um punhado de nações permanece praticamente intocado pelo turismo de massa. Esses destinos oferecem algo radicalmente diferente: paisagens imaculadas, culturas únicas e uma fuga das multidões. Aqui está uma olhada em seis dos países menos visitados do planeta e por que eles permanecem tão remotos.

Tuvalu: a nação menos viajada

Tuvalu, um microestado no Pacífico Sul, é indiscutivelmente o país menos visitado do mundo, recebendo apenas cerca de 3.700 visitantes anualmente. Situada entre o Havaí e a Austrália, esta nação de atóis de coral elevados oferece um verdadeiro refúgio para os aventureiros. O acesso é limitado, com apenas alguns voos por semana pousando no pequeno aeroporto de Funafuti.

A falta de desenvolvimento preserva a vida insular na sua forma mais pura. Os visitantes experimentam recifes deslumbrantes, fortes tradições comunitárias e um vislumbre de um modo de vida que permanece praticamente intocado pelo mundo moderno.

Ilhas Marshall: praias imaculadas e história da Segunda Guerra Mundial

As Ilhas Marshall, outra nação central do Pacífico, recebem menos de 7.000 turistas por ano. Este arquipélago possui praias imaculadas ao lado de lembranças preocupantes da história da Segunda Guerra Mundial. As infraestruturas limitadas e a subida do nível do mar representam desafios reais, mas aqueles que se aventuram aqui são recompensados ​​com uma rica vida marinha e uma cultura local acolhedora.

As ilhas são acessíveis através da Air Marshall Islands e da Fiji Airways, embora o turismo sustentável continue a ser uma prioridade face às ameaças ambientais.

Ilhas Salomão: beleza vulcânica e paisagens indomadas

Apesar de sua beleza natural e do legado da Segunda Guerra Mundial, as Ilhas Salomão recebem poucos turistas. O turismo está a desenvolver-se lentamente, mas as alterações climáticas e a localização remota mantêm-no fora dos radares de viagens. A Área Protegida das Ilhas Phoenix, uma das maiores reservas marinhas do mundo, fica dentro do território de Kiribati.

Para os viajantes que procuram autenticidade, as Ilhas Salomão oferecem experiências únicas, incluindo um Património Mundial da UNESCO e um compromisso com práticas sustentáveis.

Sudão do Sul: paisagens intocadas, desafios extremos

O Sudão do Sul está entre os países menos visitados devido à guerra civil e à instabilidade política. É também uma das nações mais pobres do mundo, enfrentando graves problemas de infra-estrutura e segurança. Apesar destes desafios, o país possui parques nacionais, diversas culturas e paisagens intocadas.

Empresas de turismo como a Young Pioneer Tours oferecem viagens altamente controladas para aqueles determinados a explorar este canto praticamente invisível do mundo.

Comores: Ilhas Vulcânicas e Fusão Cultural

Entre Madagáscar e Moçambique, a cadeia de ilhas vulcânicas das Comores recebe poucos turistas, apesar das suas praias deslumbrantes e da sua cultura vibrante. Por ser uma ex-colônia francesa, o francês e o árabe são amplamente falados. Os frequentes desastres naturais e a infraestrutura turística limitada mantêm as multidões afastadas.

Aqueles que se aventuram aqui descobrem uma rica mistura de influências africanas, árabes e francesas num dos destinos menos visitados do mundo.

Kiribati: Vulnerabilidade climática, resiliência incomparável

Abrangendo a linha internacional de data, Kiribati inclui o grupo das Ilhas Phoenix e está entre as nações mais vulneráveis ao clima da Terra. O aumento do nível do mar domina a vida aqui, mas continua a ser um destino notável. A infraestrutura turística é mínima, mas a hospitalidade é calorosa e a beleza natural incomparável.

Kiribati oferece um lembrete claro da resiliência e tradição das ilhas do Pacífico face à crise ambiental.

Estes países representam os últimos bastiões do verdadeiro isolamento num mundo cada vez mais conectado. A sua obscuridade deve-se a uma combinação de afastamento, instabilidade política, desafios ambientais e falta de infra-estruturas. Mas, para o viajante certo, oferecem uma rara oportunidade de explorar um mundo praticamente intocado pelo turismo de massa.