Domínio Nuclear: Classificando as Potências Nucleares do Mundo

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Nove nações possuem actualmente armas nucleares, moldando a segurança global e alimentando debates em curso sobre dissuasão, controlo de armas e o potencial para conflitos catastróficos. A Rússia detém o maior arsenal nuclear, seguida de perto pelos Estados Unidos, com a China a expandir rapidamente as suas capacidades. Compreender esta distribuição de poder exige examinar o contexto histórico e as tendências actuais da proliferação nuclear.

O Arsenal Russo: Um Legado da Guerra Fria

A Rússia herdou a maior parte do seu arsenal nuclear da antiga União Soviética, mantendo uma estimativa de 5.580 ogivas nucleares em 2024. Isto inclui tanto arsenais militares activos como armas retiradas que aguardam desmantelamento. As forças nucleares da Rússia estão estruturadas em torno de uma tríade de mísseis balísticos intercontinentais baseados em terra (ICBMs), mísseis balísticos lançados por submarinos (SLBMs) ​​e bombardeiros estratégicos de longo alcance.

Em 2023, a Rússia suspendeu a sua participação no novo tratado de controlo de armas START, embora afirme continuar a respeitar os seus limites. Esta medida levanta preocupações sobre futuras negociações sobre armas e sobre a transparência nas implantações nucleares.

Os Estados Unidos: pioneiros e poder contínuo

Os Estados Unidos desenvolveram armas nucleares pela primeira vez durante a Segunda Guerra Mundial, detonando bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945. Este ato deu início à moderna corrida armamentista nuclear. Hoje, os EUA mantêm aproximadamente 5.044 ogivas nucleares, também implantadas em ICBMs, SLBMs e bombardeiros estratégicos.

A política nuclear americana continua a ser fundamental para a sua estratégia de segurança nacional, sustentando alianças com nações europeias e parceiros-chave na Ásia Oriental. Os EUA continuam a modernizar a sua infra-estrutura nuclear, garantindo o seu domínio no terreno.

A rápida expansão da China: uma nova corrida armamentista?

A China testou a sua primeira arma nuclear em 1964 e tem expandido continuamente as suas capacidades desde então. No entanto, nos últimos anos assistimos a uma aceleração deste crescimento. No início de 2025, estima-se que a China possua pelo menos 600 ogivas nucleares, acrescentando cerca de 100 novas armas anualmente desde 2023.

Este rápido aumento alarmou os especialistas em política nuclear, que temem que possa desencadear uma nova corrida armamentista. A política declarada de “não primeiro uso” da China não acalma totalmente as preocupações sobre a expansão do seu arsenal nuclear.

As Tendências Globais de Inventário e Desarmamento

O inventário global total de armas nucleares é de aproximadamente 12.241 ogivas em 2025, com cerca de 9.614 delas em arsenais militares. Embora o número de armas tenha diminuído após a Guerra Fria devido aos esforços de desarmamento dos EUA e da Rússia, esta tendência abrandou.

Alguns especialistas alertam agora que o desarmamento nuclear pode estar a reverter, à medida que novos programas de armas se expandem em vários países. Esta estagnação, combinada com tensões geopolíticas, aumenta o risco de escalada e de potencial conflito nuclear.

O estado actual dos arsenais nucleares sublinha a relevância duradoura dos tratados de controlo de armas e dos esforços diplomáticos para prevenir a proliferação. Sem um envolvimento sustentado e sem transparência, o mundo enfrenta um cenário nuclear cada vez mais instável.

As potências nucleares mundiais permanecem presas a um delicado equilíbrio de dissuasão, com o arsenal de cada nação a moldar o cálculo estratégico das outras. A rápida expansão das forças nucleares da China, em particular, acrescenta uma nova camada de complexidade a esta dinâmica.